Lorrayne Isidoro e a corrente pela educação

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Você já deve ter ouvido o nome da Lorrayne por aí, não é? Nas últimas semanas, ela se tornou um símbolo de como a educação pode mudar a vida das pessoas. E, mais do que isso, como é possível engajar as pessoas em favor de uma causa tão incrível!

Lorrayne Isidoro tem 17 anos e é moradora da Favela da Camarista, no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Estudante  do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Pedro II, instituição pública de Engenho Novo, é daquelas pessoas que sempre gostou muito de estudar. Aos quatro anos, começou a estudar e aos seis, entrou no ensino fundamental. Em 2009 prestou concurso para ingressar no sexto ano do Colégio Pedro II e com esforço e dedicação passou, preparando-se em 1 mês, com auxílio de sua mãe. Em 2010, ingressou no Colégio Pedro II e a partir daí, despertou interesse por biologia, física, química, matemática e sociologia.

No final de 2014, conheceu as neurociências e nela surgiu um grande interesse em estuda-la. Como não é um conteúdo que se estuda com propriedade no colégio, então começou a estudar sozinha e participou do curso de verão em Neurociências da UFRJ. Em 2015, participou da ONRJ na qual conquistou seu primeiro lugar e na OBN, conquistando o segundo lugar. No mesmo ano, participou da oficina de textos criativos e com o grupo, publicaram um livro com os textos escritos pelos alunos.

A paixão pela área, acabou a levando para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Neurociência (Brain Bee World Championship) na Dinamarca. Mas aí, ela se deparou com os altos custos da viagem.

Com a ajuda da família e um suporte fantástico da escola e dos professores, Lorrayne criou uma vaquinha para ajudar a financiar este sonho. Precisava de 15 mil reais, na estimativa feita.

A campanha comoveu muitas pessoas. Uma corrente do bem se formou e graças a uma forte divulgação feita pela comunidade, a vaquinha criada superou em 400% a meta! Foram 481 contribuições, totalizando incríveis 60 mil reais arrecadados. Nos comentários das doações, pessoas deixavam nítido o orgulho que sentiam ao colaborar com uma causa tão bonita.

Vakinha Lorrayne

Mesmo com os percalços da emissão do passaporte, Lorrayne conseguiu participar das Olimpíadas. Viajou com a mãe e alguns professores. Errou apenas uma questão, na difícil prova que foi submetida, o que a deixou em 18º lugar, dentre 25 fortes candidatos. A menina que nasceu na periferia, investiu na educação, agora iria representar o Brasil na Europa. A vitória já estava garantida, fosse qual fosse o resultado.

De volta ao Brasil, Lorrayne foi recepcionada com muita alegria por todos que a apoiaram. Da Dinamarca, Lorrayne trouxe impressões variadas. “Foi uma experiência muito enriquecedora. Copenhague é muito bonita, limpa, organizada, cheia de verde. O que mais me impressionou foi que as pessoas só andam de bicicleta. Também adorei a arquitetura, cheia de construções antigas, que lembravam às dos filmes do Harry Potter“, afirma a tímida estudante, que é fã da saga da escritora J.K. Rowling. Em contrapartida, achou “tudo bem caro”. Ainda assim, pôde aproveitar a estadia para conhecer museus e visitar um parque de diversões com sua mãe – afinal, depois de tanto estudo, nada mais justo que relaxar e se divertir também.

Mudar o Brasil através da educação é o futuro. Se você conhece uma história bacana, seja a sua ou a de mais alguém, use o Vakinha para começar uma campanha. Com a ajuda da sua rede de contatos, você também pode mudar o país!

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por Flavio Steffens (equipe Vakinha)

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